Corpo achado na SP-330 é de eletricista que sumiu após fugir de hospital em Araras A confirmação de que um corpo encontrado em estado de decomposição em abril, na Rodovia Anhanguera (SP-330) em Araras, é do eletricista Alex Rodrigo Nascimento, de 42 anos, causou comoção e repercussão nas redes sociais. Alex estava desaparecido há quase sete meses após ter fugido de um hospital onde estava internado fazendo tratamento de um quadro de depressão em 21 de fevereiro.

A família teve a confirmação da identidade na segunda-feira (14). A causa da morte ainda é investigada pela Polícia Civil. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram O g1 reuniu o que se sabe sobre o caso: Como Alex desapareceu?

O que à família disse na época do desaparecimento? O que o hospital disse na época do desaparecimento? Onde e como o corpo foi localizado?

Como foi feita a confirmação da identidade? O que a família disse após a confirmação da morte de Alex? O que falta saber?

O que o hospital disse agora? 1- Como Alex desapareceu O eletricista foi internado em 19 de fevereiro e desapareceu por volta das 11h de sábado (21). O hospital registrou um boletim de ocorrência on-line às 18h56 do mesmo dia.

A família foi informada no domingo (22), e a esposa, Natália Rostirola Nascimento, foi à Delegacia de Araras registrar o caso presencialmente. Segundo o B.O., Natália recebeu informações divergentes no hospital. A primeira versão passada à família foi de que Alex havia sido visto pulando um muro da unidade, usando bermuda preta, camisa estampada e chinelo.

Porém, um enfermeiro informou que ninguém havia presenciado o momento. Natália teve acesso a imagens da câmera de segurança da cantina, único local do hospital com monitoramento, que mostram Alex caminhando de uma ala em direção aos fundos, usando bermuda clara, camiseta preta e chinelo preto. Ele foi visto pela última vez por uma educadora física.

A esposa também relatou que o hospital não esclareceu se Alex estava medicado no momento do desaparecimento e não forneceu o prontuário médico. Ela afirmou ainda ter encontrado materiais de construção, sucatas e ferramentas nos fundos da ala onde ele estava internado. Voltar ao início 2 - O que à família disse na época do desaparecimento?

Segundo Lorena Rostirola, irmã de Natália, Alex fazia tratamento contra a depressão desde novembro de 2025, mas sem grandes melhoras. A decisão pela internação ocorreu quando ele passou a não querer sair de casa e não conseguir trabalhar. A família afirmou que foi informada sobre o desaparecimento às 14h de sábado, cerca de três horas depois.

Após procurar por Alex em Araras, conseguiu acesso a uma filmagem que o mostrava ele subindo a rua do hospital em direção à pista, às 11h14. Lorena questionou o tempo levado pelo hospital para registrar a ocorrência e afirmou que foi necessário que a irmã fosse presencialmente à delegacia. A família também contratou uma equipe jurídica para auxiliar na documentação com objetivo de encontrar Alex.

Relembre no vídeo abaixo: Família procura homem que desapareceu depois de internação em Araras Voltar ao início 3 - O que o hospital disse na época do desaparecimento? Em nota, o Hospital São Leopoldo Mandic afirmou que, assim que percebeu o desaparecimento, adotou protocolos de contingência, realizou buscas internas e externas, comunicou a polícia e avisou os familiares.

A instituição disse que estava colaborando com as autoridades, oferecendo suporte à família e que as condutas adotadas seguiram parâmetros éticos e técnicos. Sobre as demais alegações da família, informou que a nota continha todo o posicionamento do hospital.

Questionado pelo g1 sobre o procedimento em casos de pacientes que tentam deixar a unidade sem alta, o hospital afirmou que segue resolução do Conselho Federal de Medicina sobre o direito de recusa ao tratamento por pacientes maiores de idade, capazes, lúcidos, orientados e conscientes no momento da decisão. A instituição também informou que o caso de Alex é investigado em sindicância.

Em novo comunicado, enviado em 27 de fevereiro, o hospital afirmou que Alex foi avaliado pela equipe médica e que, na manhã de 21 de fevereiro, estava “lúcido, orientado e plenamente capaz” de decidir sobre a aceitação ou recusa do tratamento. Voltar ao início 4 - Onde e como o corpo foi localizado?

Corpo em avançado estado de decomposição foi encontrado na SP-330 em Araras, SP Portal CCM – ARTESP (ccm.artesp.sp.gov.br) O corpo em estado de decomposição foi encontrado na manhã de 25 de abril na Rodovia Anhanguera (SP-330), em Araras. Na época, não foi possível identificar a vítima. De acordo com o Centro de Controle Multimodal (CCM), um usuário da rodovia encontrou o corpo na área lindeira, que é o terreno - de propriedade pública ou privada - que faz divisa com a estrada.

O usuário abordou um operador de guincho informando sobre a localização do corpo no km 166 da rodovia. O funcionário acionou a Polícia Militar Rodoviária (PMRv) para atendimento da ocorrência. A perícia também foi acionada ao local onde o corpo foi encontrado.

Voltar ao início 5 - Como foi feita a confirmação da identidade? Alex Rodrigo Nascimento, de 42 anos, desapareceu após fugir do hospital que estava internado, em Araras (SP) Arquivo pessoal A Polícia Civil confirmou ao g1, na última terça-feira (15), que o corpo encontrado na rodovia era de Alex. Após a localização, os agentes solicitaram à esposa do eletricista uma radiografia panorâmica dele para auxiliar na identificação por meio da arcada dentária.

Ao g1, a esposa de Alex, Natália Nascimento, disse que a confirmação de que o corpo era do marido dela ocorreu na última segunda-feira (14), quase sete meses depois do desaparecimento. "Eu trouxe [o exame] para a polícia e a gente não teve mais notícia nenhuma desde então. A gente continuou na esperança de encontrar", disse Natália.

A esposa afirmou que o exame foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo porque o procedimento é feito lá. "E veio o resultado de positivo para a identificação do corpo, então, segundo a polícia, aqui não tem mais dúvidas do reconhecimento do corpo." Voltar ao início 6 - O que a família disse após a confirmação da morte de Alex? Natália disse que a confirmação do encontro de Alex, por pior que seja, traz um conforto aos familiares.

"De verdade, eu estava quase enlouquecendo desde fevereiro com essa angústia. Ter uma resposta, por pior que ela seja, nos traz um conforto, mas é um pesadelo [...] e uma sensação de revolta muito grande, era só o hospital ter feito o que precisava ser feito, minimamente, nada além do comum, apenas prestado o serviço deles.", disse ela. Voltar ao início 7 - O que falta saber sobre o caso?

Família de Alex usa as redes sociais para buscar informações após desaparecimento em Araras, SP Reprodução/Facebook De acordo com a esposa do eletricista, a causa da morte de Alex e há quanto tempo ele morreu são pontos a serem esclarecidos pela Polícia Civil, que considera a investigação do desaparecimento encerrada, já que o corpo foi localizado. "O que ainda vai correr é para se chegar em um possível motivo da morte porque não foi declarado.

Como o corpo já estava em um estado avançado de decomposição, o médico legista não conseguiu identificar o motivo da morte, é o que ainda vai continuar na investigação", disse Natália. Voltar ao início 8 - O que o hospital disse agora? Em nota enviada na terça-feira (15), o hospital manifestou sinceras condolências e solidariedade aos familiares de Alex.

Veja o comunicado na íntegra: "O Hospital São Leopoldo Mandic manifesta suas sinceras condolências e profunda solidariedade aos familiares de Alex Rodrigo Nascimento, neste momento de dor. A instituição esclarece que o paciente evadiu-se da unidade hospitalar no dia 21 de fevereiro de 2026.

Imediatamente após a constatação, o hospital acionou seus protocolos internos de contingência, promovendo buscas internas e externas, realizando a devida comunicação às autoridades policiais para registro de ocorrência e prestando pronta informação e suporte de caráter humanitário aos familiares. Destacamos, ainda, que a internação observou os preceitos da lei e as diretrizes do Conselho Federal de Medicina, fundada em modelo terapêutico de atenção psicossocial, sem caráter custodial ou restritivo de liberdade.

O hospital reitera sua solidariedade à família, e permanece cooperando integralmente com as autoridades competentes." Voltar ao início REVEJA OS VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara